esejamos que 2020 seja também um ano missionário

Igreja Católica mobiliza-se para encerrar meses centrados no tema da Missão

Lisboa, set Ecclesia – A Igreja Católica em Portugal está a dinamizar desde outubro de diversas iniciativas pelo Ano Missionário especial, que se encerra com uma peregrinação nacional a Fátima e a inauguração de um monumento, em Cernache do Bonjardim, no dia de outubro.

“Este ano missionário foi bastante específico, desejamos que o ano seja também um ano missionário, que isto não se esgote apenas neste tempo que está quase a terminar”, disse o presidente dos Institutos Missionários Ad Gentes IMAG via vps windows.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Adelino Ascenso considera que “nunca” se consegue “cumprir” o que se “deseja e programa” porque “um dos grandes problemas” que podem surgir na atividade missionária “é esgotar as energias na teorização, depois passar à prática é mais difícil”.

“Devemos avaliar não tanto aquilo que fizemos mas principalmente aquilo que deixamos por fazer, que talvez seja o mais importante, e teremos deixado muito por fazer. A nossa avaliação terá que se concentrar ai para que possamos melhorar”, desenvolveu.

A Conferência Episcopal Portuguesa CEP começou a promover um Ano Missionário especial em todas as dioceses católicas do país, em outubro de , depois do Papa Francisco ter convocado um “mês missionário extraordinário” para outubro de , por ocasião do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de Bento XV.

“Causou alguma preocupação no início, as dioceses já tinham os programas elaborados, mas ainda bem que a missão está subjacente a tudo isso, em todos os programas, em todas as iniciativas diocesanas”, disse o secretário e porta-voz da CEP.

Neste contexto, acrescentou que são “anos pastoralmente pedagógicos” para dizer “aquilo que é da essência da Igreja”.

O padre Manuel Barbosa assinalou que o Papa Francisco quis “celebrar” a carta apostólica de Bento XV “para recuperar o sentido de missão” e quando lançou o mês extraordinário referiu “quatro objetivos” que a nota pastoral dos bispos portugueses – ‘Todos, Tudo e Sempre em Missão’ – “também denota, o encontro com Jesus Cristo, a formação, os testemunhos” e a “caridade”.

A leiga Catarina António, da Fundação Fé e Cooperação, considera que se “fez um grande caminho mas ainda ficou muito por fazer” durante este ano especial e exemplifica que há jovens nos movimentos a contar que nas suas paróquias “pouco ou nada se falou de missão, de saída”, mas também existem “bons exemplos, dioceses com um caminho muito bonito”, com centros missionários diocesanos a funcionar.

“Começamos a ver mais leigos envolvidos, o Papa Francisco veio dar esta nova força aos leigos”, acrescentou, dando como exemplo o Centro Missionário de Braga que tem uma leiga como responsável e a sua “pequenina” paróquia onde os jovens “criaram grupos” destinados à missão.

O presidente dos IMAG contextualiza que ter centros missionários diocesanos é um “propósito que já existia, principalmente desde ” e “é fundamental” uma vez que “poderão irradiar o estímulo e testemunho que se espalha às outras pessoas” e realçou que “o diálogo inter-religioso no contexto da missão” também foi “pouco falado” este ano mas “é fundamental”.

Deste Ano Missionário especial, o padre Manuel Barbosa destacou a peregrinação nacional de encerramento, ao Santuário de Fátima, no próximo Dia Mundial das Missões, a de outubro, e nessa tarde “uma homenagem à missionação portuguesa, para olhar o presente e o futuro, na figura do grande bispo e missionário D. António Barroso” -, em Cernache de Bonjardim, num monumento onde vão também ficar inscritos os nomes dos padres que foram para as missões.

PRCBOC